
A Cooperativa Arquetípica de Teatro encenou a peça Salut, Salomé!, em uma parceria com a Diretoria Municipal de Cultura de Votuporanga nos dias 29 e 30 de maio, no Teatro Municipal.
A peça Salut, Salomé!, escrita e dirigida pelo coordenador e professor do Curso de Letras da Unifev, Eduardo Catanozi, recebeu dois importantes prêmios para que pudesse ser realizada: o Prêmio Estímulo Carlos Miranda, concedido pela Secretaria Estadual de Cultura, e o Prêmio Nelson Seixas, conferido pela Secretaria Municipal de Cultura de São José do Rio Preto. A estréia desse espetáculo ocorreu aqui mesmo em Votuporanga, no Teatro Municipal. No elenco, Alessandro Lacruz, Beta Cunha, Cássia Heleno, João Paulo Rillo, Márcio Zatti, Marina Rico, Marlon Morelli, Roberto Britto e Rogério Bereta.
Salomé, a princesa da Judéia, pede a cabeça de Yokanaan (nome hebraico para João Batista) em uma bandeja de prata, passagem bíblica que recebeu tratamento dramático na obra do autor inglês Oscar Wilde, na qual Salut, Salomé! se inspirou. Ao recontar essa história, a Cooperativa Arquetípica de Teatro retoma temas como o amor, a sedução, a traição e o desejo humano. A história de Salomé se passa hoje, em uma festa na casa de um dos nossos governantes, e a figura de Salomé não é valorada pelo critério maniqueísta, ou seja, o que está em jogo não é sua índole boa ou má, mas a motivação que a leva a abrir mão de comportamentos socialmente aceitos em prol de seus impulsos mais verdadeiros, viscerais e entranhados.
Salut, Salomé! enseja questionar, na sociedade atual, quem é a Salomé ou quando cada um de nós apresentamos condutas similares às dela. Em algumas situações e em momentos determinados, de uma maneira ou de outra, todos queremos a cabeça de alguém e, muitas vezes, nos vendemos para consegui-la (como Salomé, que dança para ter o seu objeto de desejo à disposição em uma bandeja de prata).
Nessa leitura contemporânea da história de Salomé, a Cooperativa Arquetípica de Teatro apresenta a sua concepção a partir do texto bíblico e da peça Salomé de Oscar Wilde (escrita, primeiramente, em francês), optando pela forma de musical. A trilha sonora foi composta por Fernando Paina e Ricardo Telles especialmente para essa montagem e os atores cantam as músicas ao vivo.
Em uma encenação permeada pelo inusitado e pelo anárquico, a opção pelo espaço cênico foi a de dispor a platéia em forma de arena, como se os espectadores fossem testemunhas da ação que se desenvolve no palco.
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Estagiários: André Nonato, Eric Carvalho, Flávia Villa Rosa e Lydianne Gonzalez
Supervisão: Profª Silvia Stipp
Unifev - Centro Universitário de Votuporanga
03/06/2008 - 12h09min