
Votuporanga, quinta-feira, 29 de julho de 2010 Quando estudamos as primeiras noções de Comunicação e Expressão a escola nos ensina noções preciosas que vão valer para o resto da nossa vida. Aprendemos, de saída, a identificar sinais, marcas, signos. A "Justiça" desde muito cedo, sabemos que é representada por uma balança, que evoca o equilíbrio das decisões tomadas pelos magistrados. A "Paz" tem como símbolo uma pomba branca; significa a vida e a liberdade e que fundamentalmente devem estar associadas em harmoniosa parceria. Com a Farmácia, não poderia ser diferente: temos a Taça e a Serpente como o símbolo da Profissão. Mas o que representam? Você sabe? Houve um tempo em que a Medicina e a Farmácia estiveram estreitamente vinculadas. As áreas eram vistas por múltiplos ângulos e conjugavam-se enquanto ciência, arte e profissão. No início ligada à Medicina, a Farmácia separou-se formalmente (legalmente) dela em 1242, com a "Carta Magna da Farmácia", que oficializou esta divisão diante do mundo cristão ocidental. O motivo foi a necessidade de especialização no preparo de medicamentos por meio de "normas de precisão", além da busca de controle de "eficiência do exercício profissional", conforme Myrta R. Toffoli de Matheos, catedrática da disciplina de Farmacotécnica da Faculdade de Ciências Exatas da Universidade Nacional de La Plata (Argentina)*. Imagine-se, naqueles idos tempos, as mesmas preocupações que norteiam hoje as lutas dos Conselhos Regionais e entidades representativas eram as mesmas dos antigos alquimistas - tidos como magos, que lidavam misteriosamente com poções e fórmulas misteriosas. Quer dizer, a Farmácia sempre teve compromissos éticos por parte do profissional, voltado às Boas Práticas de Manipulação (hoje conhecidas como BPMs e muito divulgadas, em especial por causa da esperada resolução ANVS 53 – antiga 792). Isso lembra alguma coisa familiar ao âmbito**? Pois bem, Medicina e Farmácia deixaram de utilizar os mesmos símbolos que estão vinculados ao mundo mitológico e aos heróis da Antigüidade Clássica (Grécia e Roma). Lá estavam os enciclopédicos olho de Horus, as flechas de Apolo, o signo de Júpiter, o RX de invocação e proteção, o centauro, a serpente, o caduceu. Depois da Carta Magna, vieram as modificações e novidades. O símbolo da Farmácia, no entanto, é representado por uma taça e uma serpente que enrosca-se nela, projetando-se do pé até o bojo, com a cabeça em atitude de espera, como se fosse beber algo. Significados – A taça evoca ao poder curativo das drogas. Já a serpente, com sua pose vigilante, sugere uma atitude de advertência. Ou seja, refere-se à cautela e responsabilidade ética com que deve atuar o farmacêutico ao preparar e dispensar medicamentos à sociedade. A taça e a serpente vem sendo empregados como "logotipia" da Farmácia desde 1222, quando tornou-se a insígnea (símbolo) da Escola de Farmácia da corporação de boticários de Pádua da República de Veneza. Seu emprego consagrou-se ao longo do tempo, sendo utilizado até hoje, quando se deseja identificar a Farmácia ou o âmbito.


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